Mitologia Grega Part. 9 – Eras da Grecia ( Mitologicas e da Antiga Grecia )

Introdução:

A mitologia Grega é repleta de estórias e heróis, deuses e criaturas. Nós de as Cronicasdoskane estamos apresentando uma viajem nessa cultura tão rica de detalhes e mitos, que poucos conhecem na integra; Essa é a nona parte de uma série de posts que vão apresentar a vocês o mundo que os gregos inventaram.

Fases Gregas – Na História

A Grecia como conhecemos, que é a Grecia Homerica, não é o todo a cultura Grega, que se encontra dividida entre os Periodos Pré-Homérico , o Homérico, a Fase Arcaica da Grécia Antiga e o Período Clássico.

Há mais de quatro mil anos, uma região excessivamente acidentada da Península Balcânica passou a abrigar vários povos de descendência indo-europeia. Aqueus, eólios e jônios foram as primeiras populações a formarem cidades autônomas que viviam do desenvolvimento da economia agrícola e do comércio marítimo com as várias outras regiões do Mar Mediterrâneo.

Mal sabiam estes povos que eles seriam os responsáveis pelo desenvolvimento da civilização grega. Ao longo de sua trajetória, os gregos (também chamados de helenos) elaboraram práticas políticas, conceitos estéticos e outros preceitos que ainda se encontram vivos no interior das sociedades ocidentais contemporâneas. Para entendermos esse rico legado, estabelecemos uma divisão fundamental do passado desse importante povo.

Período Pré-Homérico (XX – XII a.C.) – Temos o processo de ocupação da Grécia e a formação dos primeiros grandes centros urbanos da região. Nessa época, vale destacar a ascensão da civilização creto-micênica que se desenvolveu graças ao seu movimentado comércio marítimo. Ao fim dessa época, as invasões dóricas foram responsáveis pelo esfacelamento dessa civilização e o retorno às pequenas comunidades agrícolas subsistentes.

Período Homérico (XI – VIII a.C.) – As comunidades gentílicas transformam-se nos mais importantes núcleos sociais e econômicos de toda a Grécia. Em cada genos, uma família desenvolvia atividades agrícolas de maneira coletiva e dividiam igualmente as riquezas oriundas de sua força de trabalho. Com o passar do tempo, as limitações das técnicas agrícolas e o incremento populacional ocasionou a dissolução dos genos.

Fase Arcaica da Grécia Antiga( VIII e VI a.C.) – Os genos perderam espaço para uma pequena elite de proprietários de terra. Tendo poder sobre os terrenos mais férteis, as elites de cada região se organizaram em conglomerados demográficos e políticos cada vez maiores. É aqui que temos o nascimento das primeiras cidades-Estado da Grécia Antiga. Paralelamente, os gregos excluídos nesse processo de apropriação das terras passaram a ocupar outras regiões do Mediterrâneo.

Período Clássico( vai do século V até o IV a.C.)  – A autonomia política das várias cidades-Estado era visivelmente confrontada com o aparecimento de grandes conflitos. Inicialmente, os persas tentaram invadir o território grego ao dispor de um enorme exército. Contudo, a união militar das cidades-Estado possibilitou a vitória dos gregos. Logo depois, as próprias cidades da Grécia Antiga decidiram lutar entre si para saber quem imperaria na Península Balcânica.

O fim – O desgaste causado por tantas guerras acabou fazendo de toda a Grécia um alvo fácil para qualquer nação militarmente preparada. A partir do século IV a.C., os macedônios empreenderam as investidas militares que determinaram o fim da autonomia política dos gregos. Esses eventos marcaram o Período Helenístico, que termina no século II a.C., quando os romanos conquistam o território grego.

 – Na Mitologia…

Na mitologia Grega o ser humano percorreu 5 eras até chegar aos dias atuais, a mudança de eras foi consequências da imprudência humana e de abusos de benefícios, a cada era a humanidade foi ficando mais degradada em comparação a outra era.As eras da humanidade são:

Era de Ouro:

Ocorreu durante o governo de Cronos. Viveram livres de sofrimentos; A paz e harmonia predominaram durante esta era. Os humanos não envelheciam, mas morriam pacificamente. A primavera era eterna e as pessoas eram alimentadas com bolotas de um grande carvalho, com frutas silvestres e mel que gotejava das árvores. A principal característica dessa era, de acordo com Hesíodo, era a de que a terra produzia comida em abundância, de modo que a agricultura era uma atividade supérflua. Esta característica também define quase todas as versões posteriores do mito. Esta era terminou quando Prometeu deu o segredo do fogo aos homens. Zeus puniu os homens, permitindo que Pandora abrisse sua caixa que originou todo o mal no mundo mortal, essa primeira raça foi transformada em gênios bons, guardiões dos mortais, chamados de Daímones Epictonicos, intermediários entre os deuses e os homens que agiam sobre a terra. Ao fim dessa idade Astréia, deusa da justiça, abandona a Terra para não ver o sofrimento dos mortais nas próximas idades.

Era de Prata:

Zeus encurtou a primavera, criando as estações e assolando a terra com o frio e calor. Tornou-se necessário a invenção de casas e o desenvolvimento da agricultura, ocorreu também a extinção da juventude eterna. Furiosos, os humanos se recusaram a fazer culto aos deuses, o que despertou a ira de Zeus, que resolve punir a humanidade novamente, terminando a era de prata. Após a morte, foram transformados em gênios inferiores, os chamados bem-aventurados, conhecidos como Daímones Hipoctonicos.

Era de Bronse:

Zeus cria então uma terceira raça de homens perecíveis, a raça de bronze. Bem diferente da raça de prata, violentos e fortes, com armas de bronze, eles duelaram de tal jeito que acabaram sucumbindo nas mãos uns dos outros e foram levados para o Hades, sem deixar nome sobre a Terra.

Era Heróis:

Em seguida surge a raça dos heróis, que combateram em Tebas e em Tróia, para eles Zeus reservou uma morada na Ilha dos Bem-Aventurados, onde vivem felizes, distantes dos mortais, sem contato com os vivos, alguns se tornaram deuses ao irem para o Olimpo; os heróis injustos iam para o mundo inferior, junto com os humanos normais.

Era de Ferro:

Finalmente vem o duro tempo da raça de ferro, que dura até hoje – tempos de incessantes misérias e angústias, mas quando “ainda alguns bens são misturados aos males”. A essa raça aguardam dias terríveis: “o pai não mais se assemelhará ao filho, nem o filho ao pai, o hóspede não será mais caro a seu hospedeiro, nem o amigo a seu amigo, nem o irmão a seu irmão”. Após a morte iam para o Hades e lá permaneciam como sombras, os considerados justos iam para os Campos Elísios.Injustos iam para o Tártaro para toda a eternidade.

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